O que esperar da época velocipédica em 2025

A época de ciclismo começou na semana passada sem grandes alterações nas contratações das equipas principais, mas com algumas alterações nos calendários dos principais corredores.

Quer Tadej Pogacar, quer Jonas Vingegaard tem como objetivo principal da temporada a Volta a França, com o dinamarquês a ter como objetivo diminuir o fosso que o esloveno conseguiu na época passada, tendo em conta a queda na Volta ao País Basco do ciclista da Visma – Lease a Bike, que condicionou a temporada.

Já o esloveno tem como objetivo melhorar o palmarés da época passada, apostando na Volta à Espanha, que ainda não ganhou, e apostando em clássicas do empedrado, faltando a tão aguardada participação no Paris-Roubaix, e com o aliciante de ter a camisola de campeão do mundo vestida.

Primoz Roglic e Remco Evenepoel tentarão dar luta á hegemonia dos que dominam as provas da modalidade, embora o belga tenha tido um acidente na pré-temporada que o deixará de fora do início de época e o corredor da Red Bull tem sempre azar em provas na França.

Como a temporada não é apenas grandes voltas, a expetativa passará pelo duelo que é sempre adiado em termos de interesse na estrada, mais por azar de Wout Van Aert. O duelo com Mathieu Van der Poel está sendo desequilibrado a favor do neerlandês, quer por azares do belga, quer pelos momentos de forma do ciclista da Alpecin, apesar do menor fulgor nas grandes voltas.

Em termos de sprinters, vai haver maior interesse em acompanhar a época de Jasper Phillipsen, Jonathan Millan (vai ser interessante vê-lo no Tour se tiver a prova no calendário dele), Tim Merlier e Biniam Girmay.

Em termos de portugueses, João Almeida terá como objetivo as provas de uma semana, com vista a ter o pico de forma na ajuda a Pogacar no Tour e melhorar (ainda mais) a boa prestação no ano passado. António Morgado começou muito bem a temporada com três pódios nas semi-clássicas espanholas no fim de semana passado, tenho ganho inclusive o Gran Prémio de Castellón, dando um aliciante para as clássicas mais cotadas. Os irmãos Oliveira, sendo gregários para os líderes nas provas da UAE poderão obter bons resultados em provas menos cotadas ao sprint e contra-relógios, tal como Nélson Oliveira na Movistar. Já Afonso Eulálio terá na época de estreia ao alto nível estará em provas para ganhar traquejo. Ainda assim esteve bem no Tour Down Under, conseguindo um 15º lugar da geral.

Espera-se que a temporada de 2025 tenha um excelente nível, com as equipas a procurar os melhores resultados possíveis (muito por causa das licenças para 2026) e que continue a epopeia de Tadej Pogacar para ser o melhor ciclista de sempre.

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